NOTICIAS DO PALMEIRAS
WELLINGTON PAULISTA CHEGOU PARA SER A 9
Reprovado em 16 peneiras antes de iniciar sua carreira como jogador, Wellington Paulista precisou se virar com outros empregos para se sustentar no fim da adolescência. Um de seus ofícios gerou curiosidade logo em sua primeira entrevista como jogador do Palmeiras: ele já foi cobrador de cheques sem fundo antes de ser aprovado em um teste no Juventus, onde iniciou sua trajetória no futebol aos 17 anos.
O trabalho era até certo ponto simples: cobrar quem devia para seu patrão. Em suas andanças pela zona leste de São Paulo, o camisa 9 chegou a reivindicar o pagamento de um cheque de apenas R$ 6. Injuriado, o cliente respondeu com um cinzeiro atirado contra Wellington.
- Atacaram um cinzeiro em mim quando fui cobrar esse cheque. O cara falou que eu estava de sacanagem. Eu disse que a sacanagem era dele, que não queria pagar um cheque tão baixo. Tive de sair correndo dali - disse Wellington, aos risos.
Em outras oportunidades, o atacante também cobrou valores mais altos.
- Uma vez saí com R$ 2.000,00 em dinheiro, tive que esconder tudo nas calças e saí com medo de ser roubado. Foi uma experiência boa pela qual passei, mas meu pai acreditou em mim para que eu pudesse seguir no futebol - ressaltou o artilheiro.
A experiência durou pouco menos de uma semana. Depois, com o apoio do pai, Valter, ele retomou o sonho de ser jogador e conseguiu sua primeira chance no Juventus, da Mooca, bairro onde viveu toda a infância e adolescência. Aí, a carreira de Wellington Paulista deslanchou: fama, gols e passagens por grandes clubes. No Palmeiras, 111 gols depois, ele encara o desafio como uma volta para casa.
- Voltei, né? Quando fui para outros estados queriam me chamar de Wellington Carioca (no Botafogo) ou Wellington Mineiro (no Cruzeiro). Mas sou paulista e voltei para o meu lugar - garantiu o camisa 9.






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